Reunião definiu as estratégias do projeto Qualidade na Taça em Natal - Foto: Agência Sebrae.

Curso prepara estabelecimentos para ampliar consumo de vinho

25/02/2016 às 17:15
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Natal – O brasileiro consome menos de dois litros de vinho por ano, enquanto no vizinho Uruguai são 40 litros e, na Europa, cerca de 70 litros. Para ampliar o consumo per capita de vinho nacional, o Sebrae no Rio Grande do Norte, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) estão capacitando empresários, garçons e sommeliers para melhorar o serviço de vinhos, com destaque para marcas nacionais. Trata-se do projeto Qualidade na Taça, cujo objetivo é aumentar a competitividade de vinícolas brasileiras e ampliar em 15% o consumo desses produtos no país.

O projeto é essencialmente baseado em capacitações, divididas em conteúdos on-line e cursos presenciais, totalmente gratuitas. Em Natal, a parte presencial está prevista para o dia 7 de março, no Praiamar Hotel, em Ponta Negra. Podem participar do projeto apenas proprietários de bares, restaurantes e hotéis com serviço de alimentos e bebidas juntamente com três funcionários, entre garçons, maîtres e sommerliers. As inscrições são feitas exclusivamente pela internet através do site WWW.qualidadenataca.com.br. A participação no curso presencial, no entanto, está vinculada a uma frequência de 75% no conteúdo online.

Os detalhes da ação no Rio Grande do Norte foram acertadas nesta quinta-feira (25), durante reunião na sede do Sebrae. As metas do Qualidade na Taça foram apresentadas pela gestora nacional do projeto no Ibravin, Alexandra Mezzacasa. Também participaram do encontro o diretor executivo da Abrasel-RN, Glauco Gobbato, o gestor do projeto Setorial de Turismo, Yves Guerra, e a gestora do Projeto Cachaças do RN, Mona Paula Lira.

A meta do programa é formar 64 turmas no Brasil neste ano, alcançar 747 empresas e capacitar 2,4 mil profissionais. No Rio Grande do Norte, o projeto deve atingir cerca de 15 estabelecimentos e em torno de 40 profissionais ligados às empresas participantes.


Os conteúdos online são compostos de videoaulas, que servem de subsídios para a parte prática e presencial do curso. Os participantes aprendem sobre itens fundamentais num estabelecimento, como gestão da adega, formação de carta de vinho e abordagem de clientes. No encontro presencial, as dinâmicas envolvem degustação e harmonização, inclusive com pratos simples, como o queijo.

Vinícolas no Nordeste

“O Brasil ainda não tem uma cultura de tomar vinho, mas tem um potencial enorme. A proposta do projeto é ajudar a divulgar essa cultura e instruir pessoas indicar e consumir o vinho que é produzido nas regiões brasileiras”, justifica Alexandra Mezzacasa.

A maioria das vinícolas contempladas pelo projeto é do Rio Grande do Sul, que detém os principais rótulos nacionais, mas a iniciativa pretende também priorizar produtores de todas as regiões. No caso do Nordeste, um das participantes é Vitivinícola Santa Maria, que fica localizada em Lagoa Grande (PE) e responsável pelos rótulos Rio Sol, Adega do Vale, Paralelo, Rendeiras e Vinha Maria. Na fazenda, são cultivadas as castas Cabernet Sauvignon, Syrah, Aragonês, Touriga Nacional, Alicante Bouschet e Moscato Canelli.

A outra é a Vinícola Ouro Verde, que fica no Vale do São Francisco, no município de Casa Nova (BA). A empresa está ligada ao grupo Miolo e produz anualmente 2 milhões de litros entre vinhos e espumantes em 200 hectares de vinhedos próprios.



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