José Vieira destacou a importância de se ter segurança jurídica para exportadores - Foto: Marco Polo.

Plano pretende consolidar base exportadora do Rio Grande do Norte

01/03/2016 às 17:45
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Natal – Preparar empresas potiguares com potencial para entrar no mercado internacional e ampliar a base exportadora do Rio Grande do Norte, já que o estado responde por apenas 1,6% do total de vendas externas do Nordeste. Essa é a meta do Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) no estado, que foi lançado nesta terça-feira (1), em solenidade realizada na sede do Sebrae-RN. A proposta capacitar e auxiliar empresas locais e aumentar as exportações do Estado. O plano tem como alvo principal as pequenas e médias empresas que buscam informações, treinamento e assistência para exportar seus produtos.

O plano é uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que conta com a parceria do Sebrae no Rio Grande do Norte, Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Receita Federal, Correios, Banco do Brasil, Universidade de Potiguar (UnP) e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). 

Durante a solenidade de lançamento, o coordenador-geral de Programas de Apoio à Exportação do MDIC, Eduardo Weaver, explicou que o PNCE vai trabalhar com três principais frentes: empresas que não exportam e que têm potencial para fazer parte da base exportadora do Estado; empresas que exportam eventualmente e querem ser exportadoras frequentes; e empresas que já exportam e precisam se consolidar no exterior. 

“É preciso criar uma cultura exportadora para que os empresários entendam como funciona o mercado internacional e se prendam menos ao mercado interno”. O coordenador-geral também falou sobre as ações que serão realizadas para que seja possível classificar as empresas de acordo com as etapas do PNCE, que são: sensibilização, inteligência comercial, adequação de produtos e processos, promoção comercial e comercialização.

Participaram do lançamento do plano, o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-RN, José Álvares Vieira, e membros da diretoria executiva da instituição. José Vieira destacou a preocupação em relação à segurança jurídica no que se refere à taxação excessiva dos produtos exportados. 

Segundo o presidente,  o excesso de burocracia atrapalha o processo de exportação, o que deverá melhorar com a implantação do Canal Azul, lançado no final de 2015 pelo Ministério Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com vistas a modernizar o controle oficial das exportações e gerar uma economia de 72 horas para o exportador. Por meio da integração do Canal Azul com os sistemas privados e com o Portal Único de Comércio Exterior, a ideia é eliminar etapas repetitivas e desnecessárias nos processos de exportação e de importação.

Base de exportação

O diretor superintendente do Sebrae-RN, José Ferreira de Melo Neto, lembrou que o RN possui uma parcela muito pequena do PIB do Brasil. “Quando se fala em exportação essa parcela é menor ainda. Mas, quando a gente pensa positivo, principalmente em épocas difíceis como a que estamos vivendo, é possível crescer”, afirmou.

No ano passado, o RN foi 21º exportador entre os estados brasileiros e o sétimo do Nordeste. Em 2015, as exportações totalizaram U$ 318 milhões e as importações US$ 248 milhões, gerando um superávit superior a US$ 70 milhões.

O superintentende, também conhecido por Zeca Melo, destacou as áreas de vocação e potencial de exportação no Rio Grande do Norte, como a castanha, a carcinicultura, as frutas, principalmente o melão, as confecções, o pescado, entre outras, e citou as micro e pequenas empresas, que representam 50% das empresas exportadoras do estado.

No ano passado, 57,5% da pauta de exportações do Rio Grande do Norte foi composta por produtos básicos, 40,6% por bens industrializados (manufaturados e semimanufaturados). Os principais itens exportados durante o ano foram óleos combustíveis, melões, tecidos de algodão, castanha de caju e peixes congelados.  “Ou seja, existe o potencial de crescimento. Eu acho que esse ‘peso pequeno’ deve nos animar a perseverar no trabalho buscando a ampliação cada vez maior das pequenas empresas no negócio de comércio exterior”, reforçou.

Comitê

Mais de 130 empresários participaram do lançamento. Quem não pôde comparecer ao evento ainda pode participar das ações do plano. Basta entrar em contato com o Sebrae pelo telefone (84) 3616-7976 ou pelo e-mail david@rn.sebrae.com.br. 

A solenidade marcou ainda o início dos trabalhos do Comitê Estadual do PNCE, que reunirá representantes das entidades parceiras, por meio dos quais serão conduzidas as atividades de planejamento, execução e monitoramento. As ações do PNCE no Rio Grande do Norte vão ser executadas e monitoradas por esse comitê, do qual fazem parte o Governo do Estado, a Fiern, a Receita Federal, o Sebrae/RN, a UNP, a Ordem dos Advogados do Brasil do RN, o Aeroporto de Natal, o Banco do Brasil, os Correios e a Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern).

Na ocasião, também foram feitas apresentações sobre o Projeto Extensão Industrial Exportadora (PEIEX), programa coordenado pela Apex-Brasil e executado pela UNP. O PEIEX é um trabalho de preparação de empresas para o mercado internacional. A expectativa é de que 190 empresas do Rio Grande do Norte sejam atendidas pelo projeto. Os empresários interessados podem entrar em contato com a Apex-Brasil pelo e-mail apexbrasil@apexbrasil.com.br ou pelo site www.apexbrasil.com.br.




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