Bruno Scopel garante que novo sistema amplia produtividade e reduz consumo de água - Foto: Agência Sebrae.

Sistema amplia produtividade de camarão e reduz consumo de água

29/02/2016 às 08:00
  • Marcar favorito
  • Imprimir

Natal – Os viveiros da família Tiago Sobral vivem uma triste realidade, comum a muitos carcinicultores potiguares: a baixa produtividade e falta de regularidade na produção em função da Síndrome do Vírus da Mancha Branca. Essa é uma das principais doenças que afeta os crustáceos criados em cativeiro no estado. Devido ao vírus, as fazendas, instaladas nos municípios de Nísia Floresta e Mossoró, registraram quedas drásticas de produção do animal, que, em tempos áureos, os volumes chegavam a até 200 toneladas por ano.

Mas nem tudo está perdido. Há uma saída para se manter competitivo nesse segmento. A solução passa pela adoção de um método que proporciona uma maior quantidade de camarão com menores índices de uso de água. O sistema, que já é adotado em todo o mundo, foi apresentado a carcinicultores potiguares pelo consultor Bruno Ricardo Scopel. Ele é engenheiro de aquicultura na Eco Marine, e foi convidado pelo Sebrae no Rio Grande do Norte para disseminar a técnica entre os empresários desse setor.

O sistema consiste, basicamente, em adaptações na estrutura dos viveiros, com redução do volume, implantação de lonas e estufas. Por outro lado, o método requer também um manejo adequado dos processos de água, controlando alguns parâmetros, como as trocas de água, por exemplo. “Isso possibilita trabalhar com densidades maiores, entre 120 e 500 animais por metro quadrado, aumentando assim a biomassa”, explica Bruno Scopel. A adoção dessas medidas gera ainda um maior controle das doenças, como a Mancha Branca e a Necrose Muscular Infecciosa (NIM).

O consultor garante que a produtividade pode crescer até dez vezes mais. Enquanto que, pelo sistema tradicional, cada hectare dá para obter entre 2 toneladas e 5 toneladas por ciclo, nesse novo método, o carcinicultor consegue produzir 15 toneladas a 50 toneladas por ciclo. “Em alguns casos, com tecnologia, é possível produzir até 10 quilos por metro cúbico, o que equivale a 100 toneladas por ciclo”, assegura Bruno Scopel.

A outra vantagem é ambiental pelo baixo consumo de água. No sistema convencional de criação de camarão, gasta-se entre 40 a 80 mil litros de água por quilo do crustáceo. Com esse novo sistema, a mesma quantidade de biomassa é obtida com apenas 300 litros de água.  A capacitação ocorreu nesta segunda-feira (29), em Natal e reuniu empresários do setor e interessados em investir nessa atividade. A ação é uma iniciativa da Unidade de Agronegócio do Sebrae-RN.



Serviço:

rn.agenciasebrae.com.br
Call Center: 0800 570 0800
facebook.com/SebraeRN

twitter.com/SebraeRN
instagram.com/SebraeRN
youtube.com/SebraeRN

Fique por dentro das novidades do Sebrae / RN nas redes sociais: